Cantar faz bem à alma. Isso parece uma verdade inequívoca. Uma melodia agradável, uma música que nos remete à boas lembranças ou simplesmente que preenche um vazio sonoro. Quantas vezes não nos pegamos cantando em um ato instantâneo, quase sem querer? Decoramos a melodia, cantamos a música inteira, mas será que prestamos atenção na letra? Será que em algum momento fazemos uma leitura apurada da letra da música que cantamos?
Existe em nosso cancioneiro uma infinidade de compositores que primam por deixar em forma de musica uma mensagem tal que ilumine quem a entoe. Uma letra que diga aquilo que sentimos, que passamos, enfim, que vivemos, muitas vezes de uma maneira poética, direta, nua.
Da próxima vez que escutar, por exemplo, Caetano, Chico Buarque, Cazuza, Milton Nascimento, Renanto Russo, preste atenção na letra. Leia, reflita, se encante e, por fim, cante.
Deixo-lhes a seguir alguns exemplos que valem a leitura:
As Vitrines (Chico Buarque)
Na galeria, cada clarão É como um dia depois de outro dia Abrindo um salão Passas em exposição Passas sem ver teu vigia Catando a poesia Que entornas no chão
O Quereres (Caetano Veloso)
Onde queres revólver, sou coqueiro; Onde queres dinheiro, sou paixão!
Onde queres descanso, sou desejo; E onde sou só desejo, queres não!
E onde não queres nada, nada falta; E onde voas bem alto, eu sou o chão;
E onde pisas no chão, Minha alma salta: e ganha liberdade na amplidão...
Há Tempos (Renato Russo)
Os sonhos vêm e os sonhos vão E o resto é imperfeito...
Dissestes que se tua voz Tivesse força igual À imensa dor que sentes Teu grito acordaria Não só a tua casa Mas a vizinhança inteira...
Existe alguma letra de música que esteja gravada na sua memória?
A chamada “técnica do livro falado” consiste na gravação em fitas-cassetes ou CDs de livros de cunho didático, técnico ou literário mediante o trabalho de voluntários responsáveis pela leitura e interpretação das obras. Gravados, os livros são copiados e doados a audiotecas (acervo de “livros falados”) existentes no país.
A tradução de livros para o método Braille envolve um custo muito elevado e, por essa razão, apenas uma quantidade ínfima de livros lançados anualmente no mercado são disponibilizados para cegos. Já o “livro falado” é um recurso mais rápido, menos dispendioso e possível de fazer a pessoa com deficiência visual ter acesso a importantes obras nacionais.
acesse o site, descubra esse maneira de ler e dê sua opinião:
Cada dia mais utilizados como recurso pedagógico, os gibis chegam às salas de aula para estimular o aprendizado e fazer a alegria das crianças.
"O gibi tem linguagem visual, o que é uma ajuda instantânea na evolução do reconhecimento das palavras", diz a pedagoga Thaís Ramos Nucci Zanetti, professora do Colégio Pentágono. Ela explica que, além de ser um material de fácil manipulação, o gibi usa a letra "bastão", que as crianças reconhecem melhor, e traz uma linguagem acessível e cotidiana. "Quando descobrem as histórias em quadrinhos e conseguem compreender a linguagem, encantam-se e avançam na tentativa de leitura", afirma Thaís.
E você, qual ou quais gibis lhe auxiliaram no aprendizado da leitura?
O Caçador de Pipas é o primeiro romance escrito pelo afegão Khaled Hosseini.
Publicado pela primeira vez em 2003, é o primeiro romance em inglês escrito por um afegão. A obra conta a história de Amir, um garoto rico de Wazir Akbar Khan, distrito de Cabul, no Afeganistão, que é atormentado pela culpa de ter traído seu amigo de infância Hassan, filho do empregado do seu pai Ali.
A história tem como cenário uma série de acontecimentos tumultuosos, que começa com a queda da monarquia do Afeganistão decorrente da invasão soviética, a massa de emigrantes refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Taleban.
Esse romance virou filme. Você prefere assistir o filme ou ler o livro?
A Importância da Leitura na Construção do Conhecimento
Ler é saber. O primeiro resultado da leitura é o aumento de conhecimento geral ou específico.
Ler é trocar. Ler não é só receber. Ler é comparar as experiências próprias com as narradas pelo escritor, comparar o próprio ponto de vista com o dele, recriando idéias e revendo conceitos.
Ler é dialogar. Quando lemos, estabelecemos um diálogo com a obra, compreendendo intenções do autor. Somos levados a fazer perguntas e procurar respostas.
Ler é exercitar o discernimento. Quando lemos, colocamo-nos de modo favorável ou não aos pontos de vista, pesamos argumentos e argumentamos dentro de nós mesmos, refletimos sobre opções dos personagens ou sobre as idéias defendidas pelo autor.
Ler é ampliar a percepção. Ler é ser motivado à observação de aspectos da vida que antes nos passavam despercebidos.
A melhor forma de obter conhecimento é cercar-se de bons livros
A leitura é algo crucial para a aprendizagem do ser humano, pois é através dela que podemos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar o raciocínio e a interpretação.
A infância é o melhor momento para o indivíduo iniciar sua emancipação mediante a função liberatória da palavra. É entre os oito e treze anos de idade que as crianças revelam maior interesse pela leitura. O estudioso Richard Bamberger reforça a idéia de que é importante habituar a criança às palavras. "Se conseguirmos fazer com que a criança tenha sistematicamente uma experiência positiva com a linguagem, estaremos promovendo o seu desenvolvimento como ser humano."